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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

The Cabin in the Woods‏


The Cabin in the Woods é um fenómeno do cinema de terror. Isto acontece por ser um filme de uma originalidade impossível de etiquetar. Sim, temos os Zombies, uma casa isolada no bosque, os cinco adolescentes ingénuos prontos a morrer torturados das mais variadas formas.

Mas, e se tudo isto fosse orquestrado, arquitetado por homens de bata branca, filmado por mil e uma câmeras como se fosse um programa de reality tv?

E se estes jovens estivessem a fazer parte de um jogo, um ritual, um sacrifício para um bem maior. Será que isto continuaria a ser um filme clássico de terror ou algo muito mais requintado?

Não Amei, mas vou ser sincero, divertiu-me a ideia e o conceito.

Escrito e realizado por Drew Goddard, mestre de Cloverfield, pode ser visto por qualquer um, mesmo aqueles com estômago fraco.

Nota: 3

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Transit



Quando pensava que a carreira cinematográfica de Jim Caviezel não podia piorar, cometi o erro de perder uma hora e meia a ver "Transit".

Uma familia em vias de extinção parte em viagem pelo sul dos Estados Unidos para acampar e passar bons momentos de união familiar. Ao mesmo tempo, um grupo de ladrões de bancos psicopatas vão aterrorizando a viagem da familia, explodindo numa espiral de violência.

Este filme perde o sentido desde inicio, quando o "sem expressão" Jim Caviezel vai cantando canções e jogos de viagem, ao mesmo tempo que conduz o seu jipe num registo de pai responsável (como é que é possível depois da interpretação genial em a "Paixão de Cristo"?). 

Nem para os amantes de filmes de acção pura este filme serve. Muito francamente, nem vale a pena perderem tempo com ele.

Nota: 1

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cosmopolis



O mundo é gerido pelo capitaslismo selvagem dos homens pequenos, pelo liberalismo desrugulado, pela substituição dos valores morais, por valores financeiros e pela revolução tecnológica.

Num contexto de visita presidencial e violentas manifestações na cidade de Nova Iorque, um jovem homem poderoso mas decadente, moribundo e autodestrutivo, domina o mundo e mexe cordelinhos dentro de uma limusine, onde come, bebe, urina, escolhendo o destino dos outros como marionetas, sem saber (ou talvez não) que caminha para a guilhotina, caindo em espiral dentro do holocausto financeiro.

Depois de ler o livro "Cosmopolis" do Don DeLillo, há alguns anos atrás, confesso que fiquei um pouco desapontado com sua passagem ao grande ecrã pela mão do criativo David Cronenberg. Nada de especial é acrescentado. Apenas consigo retirar daqui uma das muitas interpretações dessa obra magnânime. 

Sublinho a prestação genial de Robert Pattinson representando o multi-milionário Eric Packer. Consegue descolar-se perfeitamente do seu papel de Jasper em Twilight (um dos meus maiores receios antes de ver o filme apesar do actor já o ter conseguido fazer em Remember Me, Bel Ami e em Water for Elephants). 

Ressalvo também as pequenas, mas estimulantes, aparições de Paul Giamatti e Juliette Binoche, peões do tabuleiro de xadrez desconcertante criado por Cronenberg.

Apesar de tudo vale a pena espreitar.

Nota: 3 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Para Roma com Amor




Vi finalmente "Para Roma Com Amor" este semana. Não fiquei desiludido. Não é o pior filme do Woody Allen. Longe disso. A fotografia é excelente, a banda sonora é perfeita e o enredo estimulante e envolvente.

Algumas histórias são mais interessantes do que outras, mas o brilhantismo irónico de Woody Allen está presente em todas, seja de forma explicita como na história encabeçada por Roberto Benigni, na qual um homem comum se torna famoso do dia para a noite, ou de forma sublime com Alec Baldwin a reviver e a tentar corrigir erros do passado, ou mesmo o status quo intocável do actores.

De destacar ainda o papel brilhante de Penélope Cruz representando uma voluptuosa prostituta italiana.

Sou suspeito, já que sou um fã incondicional do trabalho deste criador e sim, é verdade que outros filmes já me seduziram mais, mas temos que olhar para cada filme como uma parte ínfima de uma obra inigualável. Cada uma com o seu pormenor, com o seu lugar de destaque, nem que seja uma punch line isolada a meio de um discurso de uma personagem secundária.

Com o cenário romano, os actores escolhidos e o argumento ao dispor este é o filme possível mas, sublinho, tem momentos de brilhantismo, ironia, humor e critica sociocultural.

Comparo este filme a outras obras do realizador como “Everyone says i love you” ou “Celebrity” que, apesar de não terem sido bem recebidos pela critica na altura, fazem parte de uma lógica maior, que ficará para posterioridade.

Nota: 4